Muito tempo se passou desde o último post, mas ser mãe é a profissão que mais toma seu tempo na vida, sendo assim o blog foi ficando por último na lista de milhões de prioridades. Mas vou reparar esse erro já.
Clara está com incríveis nove meses. Clara já tem dois dentes e mais dois estão ensaiando para nascer. Clara grita. Clara diz variadas formas de "mamã" quando percebe minha ausência (geralmente quando quer algo). Clara dá risada assistindo televisão principalmente quando vÊo comercial do Trivago (hahahahaha). Clara dança na abertura de FRIENDS e chora quando a música acaba (lá vai a mãe passar mil vezes o vídeo no youtube). Clara faz careta. Clara odeia que eu faça qualquer tipo de penteado em seus famosos cabelos e fica por aí toda descabelada. Clara gosta de ser descabelada. Clara não gosta de roupa e dá um trabalho pra por roupa nesse frio. Clara gosta de banho. Clara foge de mim a cada troca de fraldas. Mas o pior (melhor? Pior? Pera... melhor... Ai Deus!) é que CLARA QUER ANDAR.
Ok, ok! Nada que nenhuma mãe nessa terra não tenha passado. Quando aquele ser mais sem vergonha do mundo começa a se apoiar nas coisas e ficar de pé. Clara começa a desafiar as leis da gravidade e logo depois de ficar de pé quer soltar os braços. TAQUICARDIA. Meu coração salta a mil por segundo. Ela bambeia, bambeia, tropeça e tcharam se segura de novo. NA TRAVEEEE! Meu coração volta ao ritmo normal. Eita, peraí la vai ela de novo!!! Se segura, fica de pé, me olha com a cara toda risonha solta os braços, balança, mas ela consegue se segurar outra vez. Eu e meus botões começamos a raciocinar:
-Calma, mamãe. Agora ela ta firme, muié!
Quando começo a relaxar, ela vai em sua terceira tentativa mas a sorte não é tão boa dessa vez e BAM: um bebê foi ao chão, de cara, cabelo e tudo duma vez. Tenho que me segurar: aprendi que quando demonstro desespero ela chora. Enfio o punho na boca pra não gritar ao ouvir aquele cuco bater no chão. Por vezes ela me olha, como se verificasse se está tudo bem e volta a peripécia. Mas as vezes dói mesmo, dói muito. Clara chora, chora com todo seus pulmões e ergue os bracinhos para mim como se dissesse: MAMÃE ME SALVA!
E eu corro pra salvar aquelas bochechinhas vermelhas dizendo que vai ficar tudo bem e que a dor vai passar (li numa revista que tem que dizer que você sabe que está doendo e vai passar, ao invés do "não doeu". Vai que...). Ela afunda o rosto nos meus cabelos e chora mil. Mas logo se distrai e esta lá de novo, desafiando seus limites de bebê. Clara não desiste. Mãe da Clara morre de infarto a cada queda ou "quase queda". Mas já diz a música: "Nóis Trupica Mais Não Cai, pode botar fé que desse jeito vai". Tomara que vá logo e aprenda a ficar de pé. Mas aí serão outro desafios...


